A educação profissional no Brasil na virada do milênio
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Os participantes do Encontro de Educação básica e Profissional, após
os trabalhos, estableceram concordância com os seguintes pontos:
A problemática do trabalho e do emprego deve ser enfrentada no âmbito
das políticas públicas orientadas para o crescimento sustentado, a
promoção da distribuição da renda e da justiça social e contra a precarização
das relações e condições de trabalho;
A qualificação profissional deve estar englobada nessas políticas,
a partir da garantia da educação básica pública, laica, universal
e gratuita. A formação deve estar integrada á educação básica, de
forma a complementa-la e nunca substitui-la ;
Nao cabe a formação profissional resolver o problema de desemprego,
entretanto, é um dos elementos necessários á implantação de uma política
de emprego e renda, constituindo-se um favor fundamental na concepção
de um serviço público de emprego que atenda as necessidades de qualificação,
requalificação e reingresso do trabalhador no mercado de trabalho;
Devemos ter como meta a organização da educação profissional em
diferentes níveis que proporcione, simultaneamente, capacidade de
resposta local e setorial, sinergia entre as escolas e programas,
adaptabilidade ás demandas presentes e futuras e flexibilidade para
tratar as diferentes necessidades de qualificação;
Há a necessidade de se desenvolver um programa de promoção, de incentivo
e de fomento de elevação do nível de escolaridade do conjunto da população
economicamente ativa, revitalizando-se supletivos públicos de alta
qualidade e com flexibilidade de atendimento ás demandas reais, bem
como através de projetos desenvolvidos pelas empresas, sindicatos
e outras instituições da sociedade;
A concepção da educação profissional deve ter como referencia a
promoção do trabalho, entendido como atividade humana no sentido mais
amplo, voltado para a construção da cidadania e para o desenvolvimento
da capacidade empreendedora;
A formação profissional inicial e continuada deve fazer parte da
pauta de negociação entre capital e trabalho, desde a empresa, passando
pelo setor e em âmbito nacional. Acordos Bi ou TRIPARTITES, fruto
de amplos processos negociais, devem ser espaços institucionais legitimos
para a construção de diferentes programas de formação continuada dos
trabalhadores empregados, de requalificação/reintegração dos desempregados
e de educação dos jovens, como parte de uma política pública de emprego;
A gestão dos diferentes projetos, programas e escolas deve democráticas,
descentralizada, participava, articulada e gerida de forma paritária
pelos diferentes setores representativos da sociedade;
Deve haver um rápido processo negocial que transforme o atual modelo
de gestão fechado do sistema "S" mantido com fundos públicos,
em um sistema de gestão Tripartite, que potencialize e valorize todos
os recursos disponíveis nessa área;
Urgente formularção de uma política pública de formação Profissional,
integrada á política Nacional de Educação, que promova a criação e
articulação de Centros Públicos de Formação Profissional e a produção
de informações sobre o mercado de trabalho e a Formação Profissional
e a produção de informações sobre o mercado de trabalho e a formação
profissional que orientem decisões a serem adotadas.
Nosso compromisso com educação profissional nos coloca o dever de declarar
essas conclusões iniciais como uma contribuição ao debate e as ações.
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