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| Aconteceu - Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil - 12 de Junho |
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| As
Crianças Invísiveis |

Proposta
de actividades escolares
A 12 de Junho
de 2004, e todos os anos, celebra-se
o Dia Mundial Contra o Trabalho
Infantil. Nesse dia milhares de
crianças em todo o mundo
unir-se-ão em solidariedade
com os milhões de crianças
para quem o mundo do trabalho é
a única vida que conhecem.
O trabalho infantil consiste na
exploração dos elementos
mais vulneráveis da sociedade
- as crianças. Segundo as
estimativas mais recentes da OIT,
há hoje no mundo mais de
246 milhões de crianças
trabalhadoras entre os 5 e os 17
anos de idade. Mais de 100 milhões
de crianças não vão
à escola e a maioria das
crianças trabalhadoras não
tem tempo para brincar. Quer isso
dizer que milhões de crianças
em todo o mundo são diariamente
impedidas de desenvolver todo o
seu potencial.
Os jovens no ensino têm um
papel importante na sensibilização
para as questões de justiça
social. Ao munirem-se com conhecimentos
e ao mobilizarem os seus pares,
conseguem exercer a influência
necessária nas suas comunidades
para levar a cabo a mudança
social. Os professores e os educadores
podem ter um papel central neste
processo ajudando os jovens a ter
acesso à informação
e facilitando uma análise
das questões em causa.
Esta brochura
dá-lhe a si - professor ou
educador - e aos seus alunos a oportunidade
de terem um papel no movimento cada
vez mais actuante com vista à
eliminação do trabalho
infantil. Esperamos que a
informação e a ideias
aqui fornecidas possam constituir
a base para uma breve lição
na qual o professor possa apresentar
aos seus alunos as questões
em causa e, através de actividades
e discussões subsequentes,
iniciar um processo que possa contribuir
para mudar a vida de milhões
de crianças escravizadas
em todo o mundo por causa do trabalho
infantil.
O
que é o trabalho infantil
Há tantas formas de trabalho
infantil quantas as actividades
económicas existentes. Algumas
crianças labutam horas a
fio em fábricas barulhentas
e perigosas. Outras trabalham nos
campos de sol a sol. Algumas são
traficadas para a indústria
do sexo, enquanto outras dão
por si 'amarradas' a uma actividade
laboral, tendo de trabalhar para
pagar uma dívida que nunca
estará saldada. Alguns ficarão
gravemente feridos, deficientes
físicos ou morrerão
mesmo antes de chegar à idade
adulta em consequência do
seu trabalho. Para outros, as cicatrizes
psicológicas daquilo que
tiveram de sofrer ficarão
com eles toda a vida.
As "Crianças Invisíveis"
Talvez o grupo de crianças
trabalhadoras mais vulnerável
no mundo de hoje seja também
o menos visível. São
as crianças que realizam
as suas tarefas longe da vista do
público. A trabalhar na privacidade
das casas de terceiros, têm
acesso limitado à educação
e não têm nenhum tempo
para brincar. Com salário
reduzido ou nulo e ainda com menos
direitos ou protecção
perante a lei, são extremamente
vulneráveis e, contudo, quase
não de dá por elas.
O Dia Mundial Contra o Trabalho
Infantil este ano é dedicado
a dar a conhecer o calvário
das Crianças Trabalhadoras
Domésticas, as "Crianças
Invisíveis".
Jean do Haiti
O Jean disse que tinha 12 anos,
mas parecia muito mais novo. Viera
do norte, de perto de Cap-Haitien,
e achava que os seus pais deviam
estar vivos, embora desde há
vários anos não tivesse
notícias deles. Dois ou três
anos antes, uma mulher que ele nunca
tinha visto viera à sua aldeia
e escolhera-o para criança
restavek (trabalhador doméstico).
Levou-o sozinho para Port-au-Prince.
A mulher espancava-o frequentemente;
com ela Jean sentia-se assustado
e enclausurado.
A mulher acabou
por o "despedir", disse-lhe
que saísse da casa dela e
sugeriu que voltasse à sua
casa na província. Jean não
dispunha de meios para voltar para
sua casa, nem sequer tinha uma ideia
precisa de onde ela ficava. Durante
algum tempo viveu nas ruas de Port
au-Prince tendo acabado por fazer
amizade com outro rapaz da sua idade.
A mãe desse rapaz deixou-o
ir viver lá para casa. Actualmente,
Jean cuida dos cinco filhos da família
e não vai à escola
(apesar de os filhos da família
irem). Todavia, o Jean tem tempo
para brincar, é alimentado
devidamente e não é
espancado frequentemente. Na opinião
dele, a sua situação
é muito melhor do que no
passado. Contudo, o Jean
disse que gostaria de voltar para
a sua família verdadeira,
se soubesse como o fazer. Quando
lhe perguntaram se os seus pais
o ajudariam se soubessem do seu
desejo de voltar, Jean começou
a chorar.
Restavek: o trabalho doméstico
infantil no Haiti (Minneapolis,
Comissão Internacional de
Direitos Humanos dos Advogados do
Minnesota, 1990), pp. 12-13
O que é
o Trabalho Doméstico Infantil?
Em quase todos os lares do mundo
as crianças dão uma
ajuda nas lides da casa. Essa pode
ser uma experiência positiva
através da qual aprendem
a realizar tarefas simples e a dominar
técnicas básicas.
Desta forma sentem que estão
a contribuir para a família,
um contributo que é normalmente
encorajado e valorizado. Não
é nisso que consiste o Trabalho
Doméstico Infantil.
O Trabalho Doméstico Infantil
refere-se a situações
em que as crianças executam
tarefas domésticas sem ser
na sua própria casa, mas
na casa de terceiros ou de um "empregador"
em condições de exploração.
As Crianças Trabalhadoras
Domésticas trabalham 'à
porta fechada', na privacidade dos
lares de outras pessoas. Ao mesmo
tempo que esconde a dimensão
do problema, esta falta de visibilidade
aumenta substancialmente o potencial
de exploração e de
abuso.
Em muitos países do mundo,
porém, crianças a
trabalhar como criadas, cozinheiras,
jardineiras, a fazer limpezas ou
a tomar conta de crianças
são um dado adquirido da
vida quotidiana. Estudos recentes
sugerem que em todo o mundo há
mais meninas com menos de 16 anos
empregadas no serviço doméstico
do que em qualquer outra forma de
trabalho.
Uma menina Etíope
A menina tem dez anos de idade.
Aos oito anos, após a morte
dos seus pais, foi levada pela sua
tia para trabalhar em Addis Ababa
como criada interna. A sua tia não
tinha meios para a criar e um intermediário
tinha-lhe prometido que ela iria
viver com uma família e apenas
teria de tomar conta do filho deles,
de quatro anos, a troco de comida,
roupa e escola. Foi com satisfação
que a tia a entregou. Mas a realidade
era muito diferente. A família
de sete membros que a empregou não
a deixava brincar com as crianças.
Não estava autorizada a sair
sozinha da propriedade e estava,
por isso, obrigada a ficar sempre
em casa. Só lhe davam restos
para comer. "Todas as crianças
vão para a escola ou para
o jardim infantil", diz ela,
"mas a mim não me deixam
ir à escola. Farto-me de
pedir à senhora da casa que
me deixe ir à escola à
noite, mas ela diz-me sempre que
não estou lá para
ir à escola, mas para trabalhar
para a família."
Estudo sobre o trabalho doméstico
infantil na Etiópia, (projecto
não publicado), (Genebra,
OIT-IPEC, 2002), p. 44
Vítimas de exploração
Quase sem excepção,
as crianças que estão
no trabalho doméstico são
vítimas de exploração.
Esta exploração pode
assumir diferentes formas:
-
São exploradas economicamente
tendo de trabalhar horários
alargados com salários
baixos. Por vezes nem recebem
nada pelo seu trabalho e não
têm folgas.
-
Devido ao facto de o seu estatuto
não ser geralmente reconhecido
pelas leis locais, não
têm qualquer protecção
legal e podem ser sujeitas a condições
de trabalho duras e perigosas,
como por exemplo, manusear substâncias
tóxicas, tais como líquidos
de limpeza, etc.
-
As Crianças Trabalhadoras
Domésticas estão
privadas dos direitos que lhes
são devidos pelo direito
internacional, incluindo o direito
a brincar, à saúde,
a não serem vítimas
de abuso e assédio sexual,
o direito a visitar e a receber
visitas da sua família,
a encontrarem-se com amigos, a
alojamento digno e a protecção
contra abusos físicos e
psicológicos.
As crianças que entram
no trabalho doméstico infantil
deixam frequentemente a sua própria
família numa idade demasiado
precoce para trabalhar na casa
de terceiros e são consideradas
quase como "posses"
da casa. Trabalham em isolamento
e são sujeitas a abusos
verbais, físicos, emocionais
e, em alguns casos, sexuais. Estão
privadas de educação
e formação, pelo
que o seu futuro a longo prazo
também fica comprometido.
Asha do
Nepal
A Asha tem doze anos e há
quatro que trabalha para o seu patrão.
O seu pai trabalha como kamaiya
(trabalhador vinculado) para um
dos parentes do patrão dela.
A Asha tem dois irmãos e
uma irmã que raramente vê.
O seu trabalho começa às
cinco da manhã, a varrer
e lavar o chão da casa, e
acaba às dez da noite com
a lavagem da louça. É
analfabeta e não é
provável que a mandem à
escola, pois não tem com
quem partilhar o trabalho em casa.
A Asha não faz ideia de quanto
é o seu salário, o
qual ela pensa que os seus pais
recebem na aldeia, do senhorio para
quem trabalham. Com efeito, de acordo
com o sistema de kamaiya, o mais
provável é o seu salário
ser acrescentado ao pagamento da
dívida do pai ao senhorio.
Situação das Crianças
Trabalhadoras Domésticas
em Kathmandu: Breve avaliação,
(Kathmandu, OIT, 2001), p. 13.
Quantos
são?
As estimativas acerca do número
de crianças no trabalho doméstico
variam de país para país.
Os números aqui apresentados
basearam-se em estudos locais e,
provavelmente, estão abaixo
dos números reais. Mesmo
assim, não deixam de nos
dar um quadro perturbador:
Bangladesh 300,000
Brasil 559,000
Haiti 250,000
Nepal 43,000
Quénia 200,000
Sri Lanka 100,000
Indonésia 700,000
Até ao momento ainda não
há estatísticas disponíveis
quanto ao número de crianças
no trabalho doméstico infantil
na Europa e na América do Norte.
O que é que pode ser feito?
Através do Programa Internacional
para Eliminação do
Trabalho Infantil (IPEC), a Organização
Internacional do Trabalho (OIT)
tem vindo a liderar os esforços
para que todo o trabalho infantil
seja uma coisa do passado.
Porque o Trabalho Doméstico
Infantil tem raízes muito
diversificadas e complexas, a questão
tem de ser abordada em duas frentes.
A acção política
tem um papel fundamental através
da ratificação e implementação
das convenções internacionais
sobre a redução e
eliminação do trabalho
infantil. Ao nível social,
programas práticos no terreno
podem ajudar directamente as crianças
trabalhadoras, ao mesmo tempo que
as campanhas de sensibilização
mobilizam sectores-chave da sociedade.
Os estudantes e os jovens são
um grupo importante na sociedade
e o seu envolvimento activo é
fundamental nos esforços
internacionais para erradicar o
trabalho infantil. Partilhar a informação
desta brochura é o início
do processo. Ao envolver os seus
alunos em algumas ou em todas as
actividades aqui sugeridas, ajudá-los-á
a conhecerem o mundo das Crianças
Trabalhadoras Domésticas
e assim compreenderem melhor o seu
sofrimento. Tal poderá encorajar
alguns alunos a procurarem mais
informações sobre
o tema do trabalho infantil através
da internet e dos pontos de contacto
referidos na contracapa desta brochura.
Aí, ficarão a saber
como poderão vir a envolver-se
de forma mais activa nos esforços
globais de combate ao Trabalho Doméstico
Infantil. Ao fazê-lo podem
ajudar a trazer à luz do
dia estas vidas escondidas e aliviarem
assim o sofrimento de todas as "Crianças
Invisíveis" no mundo.
Actividade
1
A
Caixa de Palavras
Esta actividade foi concebida para
envolver todo o grupo e para ajudar
os alunos de uma forma simples,
mas eficaz, a inteirarem-se dos
pensamentos e sentimentos de uma
Criança Trabalhadora Doméstica.
Poderá ser útil voltar
a ler ao grupo alguma ou todas as
histórias reais das crianças
trabalhadoras incluídas nos
textos anteriores antes de dar início
à actividade.
Pedir a cada aluno que pense nas
emoções que imaginam
que as Crianças Trabalhadoras
Domésticas sentem quando
fazem as suas tarefas no dia-a-dia.
Pedir-lhes depois que escrevam três
dessas emoções, por
exemplo, 'sozinho', 'triste', 'desiludido',
etc. Depois de cada aluno ter escrito
as três palavras, pedir-lhes
que rasguem com cuidado cada palavra
da folha, de forma a ficarem com
três tiras de papel com uma
palavra em cada uma.
Agora faça circular uma caixa
vazia, ou outro tipo de recipiente
adequado, pela sala. Esta será
a 'Caixa de Palavras' na qual os
alunos vão pôr as suas
tiras de papel. Agite então
a caixa para misturar todas as palavras
e volte a circular a caixa. À
medida que cada aluno retira uma
palavra da caixa, pedir-lhe que
a leia em voz alta. Depois, utilizando
essa palavra, encorajá-los
a imaginarem-se no lugar de uma
Criança Trabalhadora Doméstica
e escreveram uma frase que reflicta
a emoção que retiraram
da caixa. A frase deve começar
por: "Eu sinto-me sozinho porque...",
"Eu tenho medo porque...",
"Eu estou zangada porque...",
e assim por diante. Uma frase completa
poderia ser: "Eu sinto-me sozinho
porque há anos que não
vejo a minha família e nem
sei se os voltarei a ver."
Encorajar o grupo a puxar pela imaginação
nesta actividade. Ao tentarem pôr-se
no lugar de uma criança trabalhadora
e falarem com a sua voz, começarão
a identificar-se ao nível
pessoal e humano com milhões
de crianças que sofrem em
todo o mundo. É esta passagem
da simpatia para a empatia que libertará
a energia para a mudança.
Actividade
2
Um
Dia na Vida
Nesta actividade pede-se às
crianças que imaginem como
seria um dia na vida de uma criança
trabalhadora doméstica. É
uma actividade que envolve todo
o grupo e dá a cada aluno
uma oportunidade para participar
tanto quanto quiser. É uma
actividade muito fácil de
realizar, mas não se deixe
desiludir pela sua simplicidade!
Ao utilizarem uma das ferramentas
mais poderosas que têm ao
seu dispor, a imaginação,
os alunos entrarão no mundo
da Criança Trabalhadora Doméstica.
Não tenha receio de deixar
a imaginação do grupo
ir até onde ela quiser ir...
é quase impossível
exagerar os sofrimentos e as dificuldades
com que muitas Crianças Trabalhadoras
Domésticas têm de lidar
no seu dia-a-dia...
Peça a um voluntário
que dê início à
actividade, depois explique ao grupo
que esta actividade irá circular
por todos os elementos do grupo
até voltar ao primeiro voluntário.
Peça, então, ao voluntário
que imagine que ele/ela é
uma criança trabalhadora
a contar-nos como é um dia
normal na sua vida, começando
pelo momento em que acorda, como
se sente, o que vê e cheira,
e assim por diante.
No início os alunos poderão
ter alguma dificuldade em entrar
neste mundo imaginário. Poderão
necessitar que lhes dê algumas
ajudas. Tente não sugerir
nada de concreto, mas antes fazer
perguntas que ajudem a actividade
a progredir, por exemplo, "Como
é a tua cama?", "Tens
um quarto só para ti?",
"Dormiste o suficiente? Se
não, porque não?".
Lembre-se que os alunos deverão
descrever as suas experiências
na primeira pessoa. Cada frase tem
de começar por "Eu".
Isto é muito importante.
Ao fim de algumas frases passe ao
aluno seguinte, lembrando-lhe que
deverá pegar na história
no ponto em que o colega anterior
parou. Lembre-lhes também
que a história deve seguir
um dia na vida de uma criança
trabalhadora, por isso poderá
ajudar fazer algumas perguntas vez
em quando, do tipo "Que horas
são agora?" ou "Já
almoçaste?". Algumas
outras perguntas poderão
ajudar a pintar um quadro mais alargado
da vida e sonhos de uma Criança
Trabalhadora Doméstica, tais
como, "Quando é viste
a tu família pela última
vez?", "Tens irmãos
ou irmãs?", "Com
quem é que brincas?"
ou "O que é eu queres
ser quando fores grande?".
À medida que a actividade
vai avançando através
do grupo, esta Criança Trabalhadora
Doméstica irá assumido
uma vida própria. Poderá
ter um nome, uma cor preferida,
ser um fanático de algum
desporto ou por música, partilhar
os seus medos mais profundos ou
as suas esperanças mais queridas.
Na altura em que a actividade tiver
dado a volta à sala e a nossa
cansada criança trabalhadora
tiver chegado ao fim do seu dia,
o grupo terá uma compreensão
mais profunda da vida diária
de milhões de crianças
no mundo. Poderão ter também
começado a aperceber-se que
essencialmente, a um nível
muito humano, uma Criança
Trabalhadora Doméstica não
é diferente de qualquer outro
jovem na Terra.
Actividade
3
Imaginar
o Futuro
Esta actividade conjuga a imaginação
com a discussão - uma exploração
das possibilidades, juntamente com
as acções potenciais.
Peça à turma que imagine
um mundo sem trabalho infantil.
Um mundo onde as crianças
não tenham de trabalhar horas
a fio em condições
perigosas. Um mundo onde as crianças
não são vítimas
de abusos nem de exploração.
Um mundo em que todos os direitos
das crianças são reconhecidos
e respeitados.
Depois, peça-lhes
que imaginem que são o Director-Geral
da Organização Internacional
do Trabalho. Pergunte-lhes o que
fariam para acabar com o trabalho
infantil se fossem esta pessoa.
Encoraje-os a responderem na primeira
pessoa, por exemplo, "Eu, convocaria
uma reunião de todos os líderes
mundiais para garantir que todas
as crianças vão à
escola...", ou algo assim.
Diferentes alunos poderão
ter diferentes perspectivas sobre
o assunto. Ouça-os. Encoraje
o debate e a discussão. Escreva
as sugestões de acções
no quadro da sala de aula. Ou então,
peça a um dos alunos que
as escreva numa folha de papel.
Peça agora aos alunos que
imaginem que são o líder
do seu país. O Presidente
da República ou o Primeiro-ministro,
alguém com poder para que
as coisas mudem. O que é
que eles fariam para acabar com
o trabalho infantil? Mais uma vez,
encoraje-os a expressarem-se na
primeira pessoa, como se eles fossem
a pessoa com poder para que as coisas
se façam. Fomente o debate
e a discussão. Como na fase
anterior, escreva as sugestões
de acções no quadro
ou peça a um dos alunos que
as escreva numa folha de papel.
Leia agora as sugestões de
acções que foram escritas.
Diga aos alunos que eles próprios
têm o poder para que as coisas
sejam feitas. Peça-lhes que
considerem a possibilidade de exporem
as suas perspectivas e sugestões
numa carta e enviá-la ao
Director-Geral da OIT. Peça-lhes
que considerem a possibilidade de
enviar um carta semelhante ao chefe
do governo ou aos ministros relevantes.
Peça-lhes que considerem
partilhar as suas ideias com os
seus representantes eleitos, seja
escrevendo-lhes ou encontrando-se
pessoalmente com eles. Peça-lhes
que pensem em formas de partilhar
esta informação com
os seus amigos, as suas famílias
e as suas comunidades locais. Peça-lhes
que imaginem o que aconteceria se
um número suficiente de pessoas
estivesse a par do sofrimento das
crianças trabalhadoras e
decidisse fazer algo para resolver
o problema.
Imaginem as possibilidades!
Imaginem…
Um pedido especial da OIT-IPEC e
da EI a todos os professores e educadores
Se utilizar esta brochura (e esperamos
que o faça) para levar a
cabo uma actividade sobre as Crianças
Trabalhadoras Domésticas
com os seus alunos, gostaríamos
que nos desse disso conhecimento. Envie-nos, por favor,
os pormenores das suas actividades,
acompanhados de qualquer material
de apoio, incluindo desenhos, textos,
fotografias, etc. Diga-nos também, por favor,
se você e os seus alunos aceitariam
que nós utilizássemos
esse material em documentação
oficial e meios de suporte promocional,
tais como os nosso sítios
na internet. Os nossos contactos
estão disponíveis
nesta brochura. Aceite desde já
os nossos sinceros agradecimentos
pelo seu apoio e dos seus alunos
- tudo ajuda e faz mesmo a diferença!
Pode enviar directamente
para OIT-IPEC, 4 Route des Morillons,
CH-1211 Genebra 22, Suiça,e-mail:
ipec@ilo.org
ou para Escritório da OIT
em Portugal, Rua Viriato, nº 7-7º,
1050-233 Lisboa
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por AS/MT. Autorizado por PA. Última
actualização: 06/10/2004 |
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Escritório
da OIT em LISBOA
Rua Viriato, 7 – 7º e 8º Andar, 1050-233 Lisboa
(Portugal)
Tel.: 00351 21 317 34 40 /9 | Fax: 00 351 21 314 01 49
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