|
|
|
|
| |
|
| Aconteceu |
|
|
| » Homepage |
| |
O Escritório
da OIT em Portugal
associa-se à celebração
do Dia Internacional da Mulher - 8
de Março |
Deu agora meio dia; o sol é
quente
Beijando a urze triste dos outeiros.
Nas ravinas do monte andam ceifeiros
Na faina, alegres, desde o sol nascente.
Cantam as raparigas meigamente,
Brilham os olhos negros, feiticeiros;
E há perfis delicados e trigueiros
Entre altas espigas d'oiro ardente.
(...)
Florbela Espanca
FACTOS
SOBRE
As Mulheres no Trabalho
Hoje em dia, as mulheres representam
mais de 40% da população
activa mundial. Cerca de 70% das
mulheres nos países desenvolvidos
e 60% nos países em vias
de desenvolvimento estão
empregadas. Em todo o mundo, mais
mulheres do que nunca obtêm
habilitações de nível
superior. Melhores oportunidades
de emprego aumentaram a independência
de muitas mulheres e resultaram
num novo estatuto e papel junto
das suas famílias e na sociedade.
Contudo, os progressos em três
indicadores-chave, inter-relacionados,
em termos de igualdade dos géneros,
ainda não são os adequados:
nomeadamente o “tecto de vidro”
(mulheres em lugares administrativos
de topo), o fosso dos salários
entre os sexos, e o “chão
pegajoso” (mulheres nos trabalhos
mais mal remunerados). Quanto mais
elevada a posição
numa organização ou
numa empresa, mais evidente se torna
o fosso entre os sexos – as
mulheres só ocupam cerca
de 1% a 3% dos lugares executivos
de topo nas maiores empresas. O
papel fundamental do trabalho não-remunerado,
em grande medida assegurado por
mulheres, continua a não
ser reconhecido. Os indicadores
macroeconómicos continuam
a ignorar a “economia da assistência
à família” como
algo de fundamental para os resultados
económicos. Os mercados laborais
em todos os países, tanto
nas economias formais como informais,
continuam a estar muito segregados
por sexos. As Tendências Globais
de Emprego (2003) da OIT mostram
que as mulheres continuam a ter
taxas de participação
mais baixas no mercado de trabalho,
maiores taxas de desemprego e diferenças
significativas de remuneração
na maioria das regiões.
Muitos milhões de mulheres
labutam no chamado sector informal
da economia dos países em
desenvolvimento: trabalhadoras agrícolas,
trabalhadoras por conta própria,
trabalhadoras não-remuneradas
na família, e trabalhadoras
em empresas não legalizadas.
A expansão do sector informal
dá emprego a muitas mulheres,
e a muitos homens também,
mas à custa de falta de protecção
e de baixas remunerações.
Significa isto que muitos trabalhadores
ficam fora do âmbito e cobertura
das Convenções da
OIT e das leis nacionais do trabalho.
Na Índia, por exemplo, 93%
de todos os trabalhadores estão
no sector informal; outros exemplos
são os 62% no México
e os 34% na África do Sul.
O emprego informal é, de
um modo geral, uma fonte de emprego
mais significativa para as mulheres
do que para os homens.
Certas categorias de mulheres são
particularmente vulneráveis
a desigualdades no mercado laboral:
as mulheres no meio rural, aquelas
que trabalham no sector informal,
as mulheres migrantes, as jovens,
as mais idosas, e as deficientes.
Em ambos os extremos do espectro,
as jovens e as idosas deparam-se
com desvantagens particulares nos
mercados de trabalho. As raparigas
têm mais probabilidades do
que os rapazes de virem a ser vítimas
das piores formas de trabalho infantil,
tais como a escravatura e a prostituição.
As mulheres jovens tendem a ter
índices de desemprego mais
elevados do que os homens da sua
idade. A pandemia do VIH/SIDA também
aumentou a vulnerabilidade das mulheres
devido ao seu acesso limitado à
protecção social e
à segurança económica.
As mulheres mais velhas deparam-se
com uma constante discriminação
no mercado do trabalho e têm
frequentemente de assumir responsabilidades
de assistência à família,
para além do seu trabalho
fora de casa.
Reconhecendo o papel vital que as
mulheres trabalhadoras têm
para o bem-estar da família
e para a sobrevivência, muitos
governos estão agora a tomar
medidas para acabar com as várias
formas de discriminação:
política, económica,
jurídica e cultural, entre
outras. Do mesmo modo, reconhecendo
que as competências e talento
das mulheres podem ser fundamentais
para o sucesso empresarial, várias
empresas, tanto nos países
desenvolvidos como em desenvolvimento,
estão a implementar programas
de promoção do bem-estar,
progressão na carreira e
retenção das suas
empregadas do sexo feminino.
Principais
dados estatísticos
• Dos 192 países
do mundo, só 12 têm
uma mulher Chefe-de-Estado.
• Setenta por cento dos
1,3 biliões de pobres no
mundo – aqueles que sobrevivem
com o equivalente a menos de 1
dólar por dia – são
mulheres.
• As mulheres passam mais
do dobro do tempo dos homens com
trabalho não-remunerado.
• Em todo o mundo, as mulheres
ganham, em média, dois
terços da remuneração
dos homens.
• As mulheres constituem
a maioria dos trabalhadores a
tempo parcial no mundo –
entre 60% a 90%. Na União
Europeia, 83% dos trabalhadores
a tempo parcial são mulheres.
• Em países como
a Austrália, o Canadá,
a Tailândia e os Estados
Unidos, mais de 30% de todas as
empresas são actualmente
propriedade de, ou geridas por
mulheres, com a Tailândia
em primeiro lugar com quase 40%.
• Nalguns países
da África Sub-Saariana,
a maior parte da força
laboral feminina está no
sector informal; por exemplo,
97% no Benin, 95% no Chade, 85%
na Guiné e 83% no Quénia.
• Na Europa, em 9 em cada
10 famílias mono parentais
as mulheres são as chefes-de-família.
• No final de 2001, o número
total estimado de pessoas com
VIH/SIDA era de 40 milhões;
quase metade mulheres.
|
|
|
|
|
| Actualizado
por AS/MT. Autorizado por PB. Última
actualização: 02 /06/2004 |
|
|
|
|
|
|
Escritório
da OIT em LISBOA
Rua Viriato, 7 – 7º e 8º Andar, 1050-233 Lisboa
(Portugal)
Tel.: 00351 21 317 34 40 /9 | Fax: 00 351 21 314 01 49
[ Início
| Mapa
do Site | Contactos
]
|
|
|
|