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OIT
foi criada pela Conferência de Paz após
a Primeira Guerra Mundial. A sua Constituição
converteu-se na Parte XIII do Tratado de Versalhes.
A
idéia de uma legislação trabalhista
internacional surgiu como resultado das reflexões
éticas e econômicas sobre o custo humano
da revolução industrial. As raízes
da OIT estão no início do século
XIX, quando os líderes industriais Robert Owen
e Daniel le Grand apoiaram o desenvolvimento e harmonização
de legislação trabalhista e melhorias
nas relações de trabalho.
A
criação de uma organização
internacional para as questões do trabalho baseou-se
em argumentos:
humanitários: condições injustas,
difíceis e degradantes de muitos trabalhadores,
políticos: risco de conflitos sociais
ameaçando a paz, e
econômicos: países que não
adotassem condições humanas de trabalho
seriam um obstáculo para a obtenção
de melhores condições em outros países.
Em
1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão
a da Segunda Guerra Mundial, a OIT adotou a Declaração
da Filadélfia como anexo da sua Constituição.
A Declaração antecipou e serviu de modelo
para a Carta das Nações Unidas e para
a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em
1969, em seu 50º aniversário, a Organização
foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Em seu
discurso, o presidente do Comitê do Prêmio
Nobel afirmou que a OIT era "uma das raras criações
institucionais das quais a raça humana podia
orgulhar-se".
Em
1998, após o fim da Guerra Fria, foi adotada
a Declaração da OIT sobre os Princípios
e Direitos Fundamentais no Trabalho e seu Seguimento.
O documento é uma reafirmação universal
da obrigação de respeitar, promover e
tornar realidade os princípios refletidos nas
Convenções fundamentais da OIT, ainda
que não tenham sido ratificados pelos Estados
Membros.
Desde
1999, a OIT trabalha pela manutenção de
seus valores e objetivos em prol de uma agenda social
que viabilize a continuidade do processo de globalização
através de um equilíbrio entre objetivos
de eficiência econômica e de equidade social.

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